O HERÓI POLICIAL

UMA CORRELAÇÃO ARQUETÍPICA

Herói

RESUMO

Este texto tem como objetivo correlacionar o Arquétipo do herói com o Policial Militar, relatando sobre um herói da vida real e não tão somente imaginário, dos quais no cumprimento do dever, vestem suas armaduras chamadas de farda e vão ao encontro do perigo para defender e proteger em nome da lei. Trazendo conceitos importantes da psicologia Junguiana como Inconsciente Coletivo e Arquétipo, O processo de Individuação, Persona e Tipologia Psicológica. Apontando os heróis humanos e não semideuses, na inspiração e modelos de transformações simbolizados nos heróis.

Palavras-Chave: Policial Militar. Arquétipo. Psicologia Junguiana.

Introdução

A grande maioria das pessoas em suas fantasias imaginárias, quando criança se inspirou nos personagens de ficção, ou seja, sentíamos revestido de “super-herói” com poderes sobrenaturais para de alguma maneira salvar alguém num suposto perigo, enfrentando monstros ou bandidos. Comumente esse herói que enfrenta bandidos em nome da lei é muito bem representado na infância por várias crianças, geralmente estendendo esse desejo para a fase adulta e resultando no ingresso em instituições militares.

O herói mergulha com devoção em sua missão e sua causa, ou seja, nasceu para servir e se caracterizam por seus comportamentos e aspectos físico, às vezes encantador e noutras agressivo, no entanto ele vai faz e cumpre seu dever, quer seja ajudando ou destruindo; sendo conhecido muitas vezes por ser guerreiro ou combatente corajoso e ousado ligados às lutas e trabalhos (BRANDÃO, 2002).

Nasce também virtuoso pela excelência e por sua lealdade e consciência pessoal, dando o requinte de superioridade sobre os outros mortais, privilegiado ainda pela educação recebida palas mãos sábias de seus mestres para sua formação em prol de sua missão, oferecendo assim a ótica aos demais como sendo alto, forte, bonito, destemido e demais visões, porém, não necessariamente isso é verdade como exemplo o herói bíblico Davi que era baixo e franzino (BRANDÃO, 2002).

O herói é uma personagem agraciada de dons excepcionais, geralmente honrados pela sociedade em que vive, no entanto costuma não serem reconhecido ou ser objeto de desdém (CAMPBELL, 2010).

O propósito desse artigo é relatar sobre um herói da vida real e não tão somente imaginário: o Policial Militar, do qual leva uma vida normal como qualquer outro cidadão, possui família e dificuldades das mais diversas. No entanto, quando surge o dever, vestem suas armaduras chamadas de farda e vão ao encontro do perigo para defender e proteger em nome da lei.

Esse artigo apresentará ainda fundamentações teóricas que procuram correlacionar os aspectos da persona (armadura, farda, etc.), o arquétipo do herói e os tipos psicológicos que aproximam o candidato a Policial Militar com o perfil esperado.

Diante das dificuldades apresentadas, este trabalho conterá informações sobre o apoio aos policiais em relação à saúde mental. Além da contribuição para os policiais terem acesso ao conteúdo desse artigo, tendo conhecimento de seu potencial e da grandeza de sua função para com a sociedade, da qual lhe proporciona segurança e proteção. Que mesmo devido aos sofrimentos enfrentados existem os verdadeiros guerreiros, ou seja, os heróis policiais. Pois, sem essa essência não conseguiriam enfrentar essa missão.

O Policial Militar

A convivência em sociedade gera interações; como também conflitos, sendo importante a atuação de agentes de coerção para administrar e manter a ordem social. Para administrar essa ordem foram criadas regras ou leis em acordo com o crescimento da sociedade e suas demandas, minimizando suas pendências ou previnindo-as. Surge então a organização chamada Polícia, que é uma instituição universal, podendo ser polícia administrativa, polícia judiciária, alfandegária, federal, fiscal, entre outras. Todas pertencendo ao mesmo sistema com a finalidade de manter e reestabelecer a ordem pública objetivando a segurança dos cidadãos (Policia Militar do Estado de São Paulo doc. eletrônico).

Atualmente a polícia Militar é uma Instituição uniformizada (fardada) e organizada militarmente subordinada ao Governador do Estado, através da Secretaria da Segurança Pública e do Comando Geral da Instituição, prestando seus serviços no rigoroso cumprimento do dever legal e seu regulamento interno para o controle da tropa.

A Polícia Militar é uma instituição que é regida com base em dois pilares: a disciplina e a hierarquia de onde são alicerçadas todas suas regulamentações e ordens a serem cumpridas e emanadas e também segundo a Constituição Federal Brasileira para assegurar a integridade física da sociedade. A violência e a criminalidade na sociedade com o passar dos anos foi tomando proporções absurdas no tocante ao seu controle e meios de coibi-los, deixando de serem eficazes os serviços prestados pela instituição tendo-se a percepção de insegurança pública. Mas com tanto perigo, adversidades, pressão, tensão, procedimentos e decisões rápidas a serem executadas, é importante salientar que “por trás desta farda existe um ser humano” de maneira que fazem necessário cuidar da saúde mental desses soberanos servidor públicos de segurança (SILVA, VIEIRA, 2008).

A Instituição Polícia Militar do Estado de São Paulo em relação aos problemas enfrentados com respeito à saúde mental de seus servidores, teve a preocupação e interesse em lhes proporcionar uma maior qualidade de vida e em benefício aos serviços prestados para sua sociedade, criando o Sistema de saúde Mental – SISMEN. Esse Sistema de saúde mental na Polícia Militar é o órgão que rege todo processo psicológico dos policiais em todos os aspectos, desde testes e avaliações psicológicas para o ingresso na instituição até qualquer envolvimento em ocorrências que possam vir prejudicar sua saúde mental, bem como transtornos mentais ou comportamentos adquiridos que possam implicar de maneira negativa no trabalho policial e preocupando com sua aposentadoria existem trabalhos preparativos para a inatividade, por fim, objetivando o bem-estar biopsicossocial dos policiais militares, bem como assistir aos acometidos de transtorno mental e finalidade a prevenção, o tratamento e o restabelecimento da saúde mental (Sistema de Saúde Mental da Polícia Militar).

Pelo fato do grande número de policiais em todo Estado de São Paulo a descentralização foi feita através dos Núcleos de Atendimento Psico-Social – NAPS, onde é regionalizado o atendimento psicológico e de serviço social, como fomento à valorização do policial militar, atividades privativas do SISMEN podem ser aplicadas conforme suas necessidades e demandas. Podem ser aplicadas atividades de psicologia: Psicoterapia breve, individual e em grupo a policiais militares, nas abordagens aprovadas pelo Conselho Federal de Psicologia; Psicoterapia de crises, aos envolvidos no evento, no local melhor adequado ao atendimento emergencial; Programa de Acompanhamento e Apoio ao Policial Militar – PAAPM (participam policiais que se envolveram em ocorrências de alto risco à vida), Palestras preventivas em saúde mental e qualidade de vida. Nas atividades do serviço social poderão ser aplicados: Atendimento social, orientação social por telefone, visita domiciliar e hospitalar; palestras sobre planejamento orçamentário, planejamento familiar e outras. Os NAPS serão compostos por psicólogos e assistentes sociais, formados ou estudantes, destacados do efetivo da própria Organização Policial Militar - OPM, por civis contratados e por voluntários, devendo todos estar regularmente credenciados no SISMEN (Sistema de Saúde Mental da Polícia Militar).

Segundo Zacharias (1995), existe momentos principais que levam à evasão profissional; pois, é caracterizado à resistência à pressão psicológica enfrentada pelo policial, tanto pelo trabalho de alto risco, quanto pela rigidez enfrentada dentro da estrutura da instituição nas relações interpessoais. Já em relação à comunidade, o mesmo é visto por uma imagem cercada de desconfianças, medos e ressentimentos. Por outro lado, a procura pela polícia militar nos momentos de crise acaba sendo enorme, onde, nos casos de emergência (parturientes, ataques cardíacos, acidentes) ela é a primeira a ser lembrada, substituindo a obrigação de outros órgãos públicos, sem citar outras ocorrências como discussões familiares, surtos psicóticos e alcoolismo.

Diante dos vários fatores enfrentados pelos policiais, é de suma importância levar em consideração outros ainda que contribuam para a total vigilância; nomeadas em atitudes imprescindíveis ao policial. Essas atitudes formam o perfil ideal do Policial Militar, que é norteada pela percepção visual e auditiva mais apurada, bem como sua atenção concentrada e persistente, sem contar com a capacidade de improviso nas mais variadas ocorrências. Além disso, atitudes como: capacidade em tarefas motoras, controle emocional nos sentimentos de agressividade e força para as ações, apreciação minuciosa e julgamento crítico corroboram ao perfil do Policial (ZACHARIAS, 1995).

A auto-imagem do policial militar trás importantes valores para a ótica da sua personalidade; por valores interpessoais, através da busca de sua saúde física e segurança pessoal, como intrapessoal buscando a segurança da família e o bom relacionamento com a comunidade. Traçam o perfil idealizado ainda, valores como disciplinado, sistemático e autoritário, apesar de ocorrer de maneira subjetiva com certa dissonância, valores como frios, calculistas e agressivos. No entanto, sua atuação é imprescindível para o enfrentamento de marginais, discussões de vizinhos, brigas de casais e até nos trabalhos de assistência sociais como partos, encontro de pessoas perdidas, etc (ZACHARIAS, 1995).

Zacharias (1995) aponta ainda mais um idealismo do que de concreto a imagem do Policial, uma vez que, a função exige desses militares uma atuação de maneira a conciliar opostos irreconciliáveis, trabalhando com funções rigidamente estruturadas com atuações num meio desorganizado, ou seja, atenção e concentração persistente com atenção difusa (ficar atento em algo específico e a tudo que acontece no seu redor ao mesmo tempo). O perfil se torna incoerente com a real capacidade psico-física das pessoas, aproximando de qualidades atribuídas ao arquétipo do Herói. Aparecendo dois perfis, um em acordo com as expectativas do grupo profissional e outro baseado à imagem do herói. 

Para manter a imagem idealizada (herói) ao invés do reconhecimento das próprias fraquezas pessoais, há necessidade da utilização de mecanismos de defesa do Ego (ex: persona). Para isso, é importante corresponder conforme o esperado pela sociedade, de maneira a revestir-se com uma persona (máscara), e todo comportamento que não é esperado pela sociedade acaba sendo reprimido e lançado fora do âmbito da consciência (ZACHARIAS, 1995).

A imagem do herói se torna atraente para muitos candidatos à carreira policial militar; a figura do herói que enfrenta o mal capturando bandidos para manter a ordem social, recebendo a admiração da população, sendo disciplinado e hierarquizado do lado da lei (ZACHARIAS, 1995).

De acordo com as pesquisas de Zacharias (1995), o Tipo psicológico mais identificado com a carreira de policial militar da Polícia Militar de são Paulo é do tipo modal ISTJ (Função principal Sensação Introvertida com Pensamento auxiliar) caracterizada respectivamente em concentração, experiência, objetividade e decisão. Estes policiais são realistas, práticos e precisos, aceitando responsabilidades, mantendo o seu ambiente organizado, sendo sistemáticos e sérios, com posturas calmas para esconderem do mundo externo suas reações emocionais, que se adéquam aos valores padronizados pela Instituição Militar em relação ao bom desempenho profissional.

O Policial Militar no cotidiano vivido enfrenta muitas situações e condições adversas, tais adversidades influenciam suas condições de vida, pois os policiais estão em contato com as mais variadas disposições biológicas, das quais citam ocorrências em favelas onde existe esgoto a céu aberto, outra situação é atender brigas que envolvem pessoas portadoras de HIV, dentre tantas corriqueiras de acidentes de trânsito com ou sem vítimas fatais; não se esquecendo das que envolvem trocas de tiro com infratores da lei (MINAYO, ASSIS e OLIVEIRA, 2011).

As ações policiais causam uma exposição muito grande oferecendo riscos pessoais e coletivos, pois sua finalidade é a proteção na segurança pública. A carga horária sempre ultrapassa suas escalas de serviço, os ambientes de trabalhos quase sempre perigosos, enfrentamentos, ruídos no trânsito, cumprimentos de ordem emanadas de seus superiores, o próprio atendimento ao público, a baixa remuneração e inclusive estar junto com sofrimentos alheios e somados com os seus particulares (MINAYO, ASSIS e OLIVEIRA, 2011).

Inconsciente Coletivo e Arquétipo

Jung (2002) apresenta o inconsciente coletivo sendo parte da psique, mas distinta do inconsciente pessoal, pois, sua existência não se prende nas experiências individuais, das quais seus conteúdos (complexos) que já foram conscientes se perderam da consciência e tornaram desprezados ou reprimidos; no entanto, o inconsciente coletivo nunca apresentou seus conteúdos na consciência e sim na hereditariedade (arquétipos) onde posteriormente podem se tornar consciente tomando forma definida. Jung (2002, p.53) afirma que: “O conceito de arquétipo, que constitui um correlato indispensável da ideia do inconsciente coletivo, indica a existência de determinadas formas na psique, que estão presentes em todo tempo e em todo lugar”. 

Segundo Jung (2002) o Arquétipo é uma expressão já existente na antiguidade, sinônimo de ideia, expressando que a mesma é preexistente ao fenômeno, por exemplo, uma imagem primordial da mãe, preexistente a todo fenômeno do maternal, do mesmo modo aos talentos através de gerações, no reaparecimento de comportamentos. São tratados como formas de função, denominadas imagens primordiais, que de maneira simultânea expressam a forma da atividade a ser exercida, como a situação típica na qual se desencadeia a atividade. Essas atividades se repetem espontaneamente em qualquer tempo e lugar independente da tradição, linguagem e migração, ressaltando que os arquétipos são determinados quanto à forma e não quanto ao conteúdo. Já a imagem primordial ou arquetípica é determinada por seu conteúdo, uma vez que se torna consciente quando preenchida por material da experiência consciente.

“O arquétipo é um elemento vazio e formal em si, nada mais sendo do que uma facultas praeformandi, uma possibilidade dada a priori da forma da sua representação. O que é herdado não são as idéias, mas as formas, as quais sob esse aspecto particular correspondem aos instintos igualmente determinados por sua forma (JUNG, 2002, p.91)”.

O arquétipo está ligado às representações coletivas de modelo universal, nomeando conteúdos que ainda não foram elaborados para a consciência (“todos têm uma infraestrutura pronta”), podem ser manifestada em sonhos e visões, tomando forma e simbolizando o conteúdo a ser manifesto à consciência, ou seja, representando um conteúdo inconsciente e variando pela percepção individual (JUNG, 2002).

Arquétipo do Herói

Para Campbell (2010) o herói é o homem ou a mulher pelo qual venceram suas limitações pessoais e locais, alcançando formas válidas e humanas, com visões, ideias e inspirações originárias de fontes primárias da vida e do pensamento humano, fazendo parte de um monomito (“jornada do Herói”), um padrão de unidade nuclear: um afastamento do mundo, uma penetração em alguma fonte de poder e um retorno que enriquece a vida, ou seja, percorrendo um caminho padronizado (separação-iniciação-retorno), transformando e agitando seu mundo. “Um herói vindo do mundo cotidiano se aventura numa região de prodígios sobrenaturais, ali encontra fabulosas forças e obtém uma vitória decisiva; o herói retorna de sua misteriosa aventura com o poder de trazer benefícios aos seus semelhantes” (CAMPBELL, 2010, p.36).

Como tarefa primária, o Herói retira a cena mundana dos efeitos secundários, para iniciar uma jornada nas regiões da psique; local onde residem as dificuldades, tornando claras, erradicando-as em prol de si mesmo e combatendo os demônios infantis de sua cultura local (denominadas por C.G. Jung "imagens arquetípicas”) e penetrando no domínio da experiência e da assimilação, diretas e sem distorções. “Aquele que penetra no complexo do templo e se encaminha para o santuário imita a façanha do herói. Seu objetivo é repetir o padrão universal, como forma de evocar, dentro de si mesmo, a lembrança da forma de convergência e renovação da vida” (CAMPBELL, 2010, p.47).

Nem sempre as sequências das etapas percorridas pelos heróis coincidem ou passam por todas as etapas, mas grandes personagens da mitologia possuem as mesmas jornadas, como citadas pelo autor (Jesus, Buda, Krishna, deuses e semi-deuses, divindades, etc.). Em acordo com as trajetórias separação-iniciação-retorno, Campbell (2010), contribui com definições as seguintes etapas da “Jornada do Herói”:

1. Separação ou partida 

Inconscientemente são enviadas as fantasias, imagens ilusórias e outros aspectos à mente, ou por sonho ou demais episódios, pois, essas forças psicológicas tornam-se mensageiros e trazem consigo chaves que abrem portas para todo o domínio da aventura (desejada e temida descoberta do eu). “O primeiro passo, a separação ou afastamento, consiste numa radical transferência da ênfase do mundo externo para o mundo interno, do macrocosmo para o microcosmo, uma retirada, do desespero da terra devastada, para a paz do reino sempiterno que está dentro de nós” (CAMPBELL, 2010, p.27).

O chamado da aventura: São os indícios da vocação do herói, aqui todo herói recebe um chamado para uma aventura em outro lugar fora de sua zona de conforto.

Recusa ao chamado: É o temor da fuga da zona de conforto, o herói com medo ou sentindo-se incapaz, muitas vezes desvia o foco para outros interesses, ou seja, os próprios interesses. 

O auxílio sobrenatural: A assistência insuspeitada que vem ao encontro daquele que leva a efeito sua aventura adequada, aqui o herói recebe apoio e ajuda de alguém (padrinho, mentor), que o orienta a aceitar ao chamado, dando-lhe poderes para cumprir a aventura.

Passagem pelo limiar: O herói passa o portal do mundo comum para o mundo oculto, da aventura, sobrenatural ou mágico; deixa seu mundo e se aventura num mundo desconhecido e ocorre sua transformação.

2. Iniciação

Uma das primeiras funções dos ritos é fornecer os símbolos que direcionam o espírito humano avante, ao contrário das fantasias humanas constantes que tendem a retroceder. Nos rituais de iniciação ou de passagem (cerimônias de nascimento, de puberdade, casamento, morte, etc.) é caracterizado pela prática de exercícios formais de rompimento comumente rigorosos, onde a mente se afasta da maneira radical das atitudes, vínculos e padrões de vida típica do estágio que passou (CAMPBELL, 2010).

Caminho de provas: O aspecto perigoso dos deuses, neste momento o herói tem que enfrentar testes ou diversas provas, adquirindo qualificação e experiência para prosseguir na jornada.

O encontro com a deusa (Magna Mater): A bênção da infância recuperada; A mulher como tentação; A sintonia com o pai; A apoteose ou endeusamento; A bênção última e a Conquista do elixir: neste momento, o herói enfrentou a maior crise da aventura e conquista uma recompensa.

Morte e ressurreição: O herói, ao passar pelo grande desafio final, morre; mas ressuscita e acaba vencendo a batalha. Essa morte nem sempre significa morte física. Pode ser uma morte simbólica de, por exemplo, conceitos errados arraigados na mente do herói e a ressurreição representa o aprendizado de novos conceitos, transformando-o em um novo homem.

3. Retorno 

O retorno e reintegração à sociedade, que é indispensável à contínua circulação da energia espiritual no mundo e que, do ponto de vista da comunidade, é a justificativa do longo afastamento, pode se afigurar ao próprio herói como o requisito mais difícil.

O herói retorna ao seu mundo comum com a recompensa, passando por crises por ter que voltar a uma rotina comum após passar por uma grande experiência; experiências psíquicas que representam profundas transformações da alma. Sendo assim, a pessoa individua-se no arquétipo do herói!

O processo de Individuação

Para Nise da Silveira (1981), o processo de individuação inicia após que os conflitos e as conciliações entre a consciência e o inconsciente (descida ao fundo do abismo) são elaboradas e integradas, tornando o homem potencialmente desenvolvido em caráter de maturidade e união na realização específica e inteira do indivíduo, trazendo o reconhecimento da própria sombra, a elaboração dos complexos e das projeções, compreendendo os limites psíquicos pessoais, desvestindo as falsas roupagens da persona (máscaras) sem as intervenções do ego consciente.

Em O homem e seus símbolos, Von Franz (2008) cita o processo de individuação sendo uma renúncia do ego (ilusões da consciência) para dar espaço ao amadurecimento interior da nossa personalidade, abrindo mão de projetos “ambiciosos” de realizações exteriores em prol do impulso da totalidade (busca do equilíbrio), com participação consciente desse desenvolvimento, incluindo ainda as relações na coletividade, isto é, não se individua isolado, mas na participação e no partilhar.

“...a semente de um pinheiro contém, em forma latente, a futura árvore, cai em determinado tempo e lugar, no qual intervém diversos fatores: qualidade do solo, a inclinação do terreno, exposição ao sol, vento, etc. A totalidade latente do pinheiro reage a essas circunstâncias evitando as pedras, inclinando em direção ao sol, modelando, enfim, o crescimento da árvore. É assim que um pinheiro começa, lentamente a existir de fato, estabelecendo sua totalidade e emergindo para o campo real. Sem a árvore viva, a imagem do pinheiro é apenas uma possibilidade ou abstração. E a realização dessa unicidade no indivíduo é o objetivo do processo de individuação (JOHN FREEMAN et al, 2008, p.213).

Significa tornar-se com uma singularidade íntima e única, traduzindo como tornar-se si mesmo ou o realizar-se do si mesmo emergindo conteúdos inconscientes à consciência de modo a integrá-los de maneira equilibrada (JOHN FREEMAN et al, 2008).

Persona

Jung nomeou como persona toda aparência artificial (máscara) os comportamentos das pessoas de modo a interagir com o mundo exterior, adaptando-se conforme as exigências sociais, de maneira não autêntica, ou seja, deixando de ser ou expor suas ideias ou pensamentos; agindo em acordo com o que as demais pessoas esperam ao invés de ser como realmente é (NISE DA SILVEIRA, 1981).

“Portanto, é legítimo considerar-se a questão da dissociação da personalidade como problema da psicologia normal... ao personagem falta, na realidade, um verdadeiro caráter, quer dizer, não se trata de um personagem individual, mas coletivo, que reage, portanto, as circunstâncias gerais e ao que geralmente se espera. Se fosse individual, exibiria sempre o mesmo caráter, por muito que sua disposição pudesse variar. Não se identificaria com a disposição de cada caso nem poderia se quer evitar que sua individualidade se afirmasse qualquer que fosse se estado de ânimo. Como todo ser humano é, na realidade individual, mas é-o inconscientemente. Em virtude de sua identificação, maior ou menor, engana pelo menos os outros e ilude a si próprio, com frequência, no tocante ao seu caráter. Coloca uma máscara, sabendo claramente que ela corresponde, por uma parte aos seus propósitos e, por outra parte, às exigências e opiniões dos que o cercam, predominando umas vezes, um desses fatores, outras vezes os outros. A essa máscara dei o nome de persona. [ ] A persona é, portanto, um complexo funcional a que se chegou por motivos  de adaptação ou de necessária comodidade (JUNG, 1976, p.477)”.

Tipos Psicológicos

Conforme aponta Zacharias (1995), Jung integra dados racionais e irracionais, deixando uma tipologia capacitada na compreensão das diferenças entre pessoas, das maneiras que elas percebem e interagem no mundo e com as outras pessoas; ou seja, nas variadas formas de interação social, definindo-as em atitudes extrovertidas ou introvertidas e também em funções psíquicas racionais e irracionais. Salientando que por atitudes entende-se a maneira que a pessoa foca sua energia psíquica, ou seja, sua atenção; sendo elas para o mundo concreto (pessoas, coisas e fatos) ou voltado para si mesmo (internalizando suas impressões e representações); já as funções racionais seria como o mundo é julgado pela pessoa, a maneira que as informações são avaliadas e decididas e nas funções irracionais seria a forma percebida pelas pessoas ao receber as informações, utilizando os órgãos de sentidos para processar e avaliar os fatos.

Tipos Psicológicos na Mitologia

Alvarenga (2010) descreve a personalidade de divindades da mítica grega através de uma leitura simbólica dos mitos e correlacionando a tipologia humana com esses “deuses”, citando os doze olímpicos (Zeus, Hera, Psídon, Deméter, Hades, Héstia, Ares, Afrodite, Hermes, Atená, Hefesto e Ártemis) além de Apolo, Dionísio, Perséfene e Tétis; onde essas mitologemas  traduzirão numa tipologia própria, compreendendo suas atitudes ou comportamentos que irão significar a maneira de interação entre essas divindades e as correlações com as psiques humanas.

Alvarenga (2010) alicerça ainda por pressupostos que as histórias de vidas desses deuses são imagens ou expressões arquetípicas de estruturas primordiais presentes e regentes das personalidades de todos os seres humanos, (ALVARENGA, 2010, p.15) aparecendo inclusive em fantasias, sonhos, atitudes ou visões, representadas concomitantemente pela divindade e sua tipologia específica; ou seja, cada ser humano é representado em acordo com seu divino emergente, uma vez que esses dezesseis divinos estão presentes na consciência ou até mesmo inconscientemente em todos, no entanto faz parte ainda pelo fato de que o processo de individuação seja realizado.

Assim como nós, cada divindade possui sua maneira de comportar-se no mundo, especificamente pelo seu jeito de ser ou fazer, apresentando-se ainda num caráter mais extrovertido ou introvertido; sendo assim Alvarenga (2010) elegem as dezesseis divindades sendo: oito masculinas e oito femininas; oito com atitudes extrovertidas e oito com atitudes introvertidas; oito com predominância de funcionamento perceptivo e oito com predominância de funcionamento de tipo julgador; para correlacionar ou estabelecer pressupostos arquetípicos (modelos de representação no mundo) da estrutura da personalidade dos deuses citados em acordo com os seres humanos, observando ainda as constituições pelas regências que melhor se adaptam as escolhas amorosas, contatos sociais, amizades, profissões etc.

Em acordo com a classificação tipológica dos 16 divinos nos estudos de Alvarenga (2010), citar-se-á personalidade de Hefesto; divindade que apresentou a Sensação introvertida apoiada pelo pensamento (ISTJ), ou seja, caracterizado por enfatizar a prática e a lógica, obtendo o poder de análise e decisão, mesmo não sendo certo disso, além de sua precisão e concentração no trabalho; inclusive aos relacionados no contato pessoal, inclui ainda responsabilidade e lealdade, cumprindo o que lhe é determinado, acrescentados pelos comportamentos metódicos e detalhistas.

Em uma das versões Hefesto (o arquétipo do criador ferido) filho da deusa Hera foi lançado por Zeus do Olimpo após tê-lo enfrentado para defender sua mãe contra o mesmo numa discussão e a queda no espaço durou todo o dia e caiu ao pôr do sol na ilha de Lemnos, local onde foi acolhido por duas deusas do mar numa gruta submarina; tal queda custou deformidades dificultando sua locomoção, e a partir desse acolhimento aprende as artes de forjar objetos através dos metais, tornando-se criativo na elaboração de armas, armaduras, joias e demais artífices, podendo ainda ser atribuído a ele como o deus do fogo (ALVARENGA, 2010).

Trás características agressivas quando necessária, no tocante para agredir para se defender ou para defender os outros e também possui habilidades em atar ou desatar nós em várias situações, conforme citado o mesmo representa o fogo (transformação e magia), numa personalidade sistemática, meticulosa, cuidadosa e responsável, capaz de produzir com afinco e maestria seus trabalhos perfeitos e agregando a praticidade e a lógica, estando sempre à disposição de ajudar o próximo em seus serviços prestados com excelência (ALVARENGA, 2010).

O Herói Policial

A trajetória do policial inicia na grande maioria das vezes em suas fantasias imaginárias quando criança, se identificando nos personagens de ficção, com poderes sobrenaturais para de alguma maneira salvar alguém num suposto perigo, enfrentando monstros ou bandidos. Comumente esse herói que enfrenta bandidos em nome da lei é muito bem representado na infância por várias crianças, geralmente estendendo esse desejo para a fase adulta e resultando no ingresso em instituições militares.

Esse despertar é gradativamente selecionado desde cedo, pois, já é notório conteúdos de enfrentamentos que irão posicionar o futuro herói para realizar seus atributos na excelência de seus comportamentos excepcionais nas realizações das tarefas que terão destaque no seu mundo comum.

Essa força intrínseca faz com que o herói mergulha com devoção em sua missão e sua causa, ou seja, nasce para servir sem qualquer ressalva ou recompensa, mas sim na busca por um sentido da vida através da verdadeira vontade no sentido de propósito para a vida, se atentando para não cair nas armadilhas egóicas (desejos do ego) e distanciar-se do chamado da aventura e não atender a maior intenção, que por sua vez se atentará nas virtudes e como resultado o brilho da luz interior reinará (missão realizada) após ter trilhado pelos caminhos tortuosos, enfrentando as tentações e perigos (sombra) e percorrido a busca do equilíbrio em direção ao processo de individuação. 

Surge então um limiar que colocará em dúvida o prosseguimento da aventura, onde; o medo do novo, a separação da zona de conforto e demais complexos impeça com que o herói tenha coragem de entrar no mundo novo. Quando a figura do mentor aparece para fazer essa cisão e continuar a aventura, acontece uma identificação, além de receber ensinamentos do referido mestre; que serão de suma importância para os futuros enfrentamentos que irão surgir pelo caminho.

Para que tenha coragem, disposição e segurança o herói se reveste (persona) de personalidades que vão fortalecendo e dando conhecimento e sabedoria nas resoluções dos conflitos rumo à conquista, acrescentando ainda ajuda de aliados (benéfices dos deuses) facilitando nos testes e lutas.

A aventura é concretizada após sua verdadeira entrega para realizar a tarefa ocasionando uma transformação interna e externa (não há individuação sem compartilhar o feito, brilhar e contagiar) retornando às suas origens com mansidão, aceitação, transformando e acima de tudo transformado (Si Mesmo/Consciência/Transcendência).

O candidato a herói policial militar leva uma vida normal como qualquer outro cidadão possui família e dificuldades das mais diversas, mas quer se aventurar na vida real, pensando que os enfrentamentos são realizados por qualquer um. Felizmente a própria seleção natural cuida por si só na identificação daqueles heróis que realmente suportarão os testes e os diversos inimigos que surgirão caminho a fora. Sendo correlacionada com a personalidade de Hefesto, divindade que é caracterizada pela praticidade, responsabilidade e lealdade no tocante ao relacionamento para com os outros.

Para o ingresso nessa jornada é feita uma rigorosa competição através de várias etapas num concurso público, onde a cada passo ficarão aqueles que genuinamente vão apontando os dons que um verdadeiro herói possui, sendo assim após várias eliminações serão identificados uma quantidade de candidatos que ficarão aguardando um chamado. Quando o chamado vem, fica ao “livre” arbítrio de cada candidato escolher entrar para essa aventura, se conscientizando de todo um processo preparatório que será passado pelos mentores ou instrutores militares com muita experiência, com objetivo de prepara-los para os conflitos que os esperam lá fora.

Dos que aceitaram o chamado, nem todos conseguem passar o limiar da dúvida e encarar o mundo real, mas tão somente os que têm coragem de adentrar o novo mundo que é capaz de atravessar a fronteira e quando surge o dever, vestem suas armaduras chamadas de farda e vão ao encontro do perigo para defender e proteger em nome da lei.

Para aventurar-se na vida real se faz necessário ainda uma transformação na personalidade desses combatentes que se revestiram da coragem (arquétipo do herói), de maneira tal que somente o dia a dia, mês a mês, ano a ano irá possibilitar certo desenvolvimento (amadurecimento) para que se preencha com as bagagens da experiência após as batalhas com seus adversários e dificuldades (sombra/inimigos) acarretando mudanças internas e contribuindo para o próximo das mais variadas formas, mesmo sabendo que na maioria das vezes não será recompensado ou valorizado, mas sim somente pelo estrito cumprimento do dever.

Com a experiência formada e o ciclo do processo de individuação em seu curso natural, o herói policial militar ratifica que de nada vale juntar tesouros mundanos, pois, esses só inflam o ego e suas conquistas são efêmeras e passam a valorizar as vidas que foram salvas, as prisões dos dragões infratores da lei e principalmente o sorriso conquistado no rosto de infinitas crianças quando passam por elas com seus cavalos alados chamados de viatura, mantendo assim o ciclo de esperança e renovando arquetipicamente as fantasias imaginárias do mito do herói. 

Por fim o herói policial aposenta após cumprir sua missão e retorna ao seu mundo comum, não como era antes e sim transformado, talvez com certa frustração, porém com a sensação de comunhão interior, integrando-se ao próximo e ao universo (Self).

Considerações Finais

A Jornada do Herói nada mais é do que a manifestação dos anseios, desejos e sonhos de todo ser humano, ocultos em nosso subconsciente, o que faz com que todos nos identifiquemos com suas etapas, em todos os lugares e épocas. Esta jornada é a jornada da vida. Todos os dias nós temos uma aventura a viver. Saímos de casa (zona de conforto), batalhamos no mundo selvagem, aprendemos com mentores (amigos que nos ensinam coisas), morremos e ressuscitamos (reavaliação de conceitos em nossas vidas) e no final voltamos para casa.

A estrutura do herói se assemelha em todas as culturas, conotando como uma entidade pré-estabelecida no tempo de um transformador, um inovador e que sempre luta contra o pré-estabelecido e é destinado a criar conhecimento se atualizando com novas informações numa dinâmica de adquirir e incorporar, avançar e recuar. 

Um atleta tomado pelo arquétipo do herói, supera o que seria considerado insuperável num instante final de uma partida decisiva marcando o ponto final ou evitando-o tendo atitudes consideradas milagrosas, ou seja, heroicas.

 A grande tarefa do herói é conhecer-se por inteiro (a si mesmo), com o desenvolvimento do ego individual, equilibrando seus aspectos fortes e suas fraquezas, tendo como base para se respaldar pelos conflitos que surgem pela frente; de maneira que se for atingida essa essência heroica a morte simbólica é convertida na conquista da maturidade (libertação do desejo regressivo de voltar à “zona de conforto” da infância dominado pela figura materna), fechando o uróboro, ou seja, a totalidade.

Ter em mente que somos heróis humanos e não semideuses, e sendo assim a busca se faz na inspiração e modelos de transformações simbolizados nos heróis e cautelar-se para que não sejamos tomados pela identificação. 

Nota de rodapé:

1.   Mito é um conjunto de histórias, relatadas de geração a geração, traduzindo o entendimento dos povos que as criam e tinham, nessas histórias, a forma de explicar como o mundo se fez e tudo aconteceu. Mitologema é o conjunto de várias histórias míticas que traduzem uma mesma temática (por exemplo, mitologemas do rapto, mitologemas do nascimento da virgem, da iniciação feminina etc.). Mitema é a tradução de cada unidade constitutiva dos mitos e mitologemas, por exemplo, o reconhecimento do herói pela cicatriz na perna.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BRANDÃO, J.S.. Mitologia Grega. Petrópolis/RJ, volume III, 12ª ed., Editora Vozes, 2002.

CAMPBELL, J.. O Herói De Mil Faces. São Paulo , 15ª ed., Editora Cultrix/Pensamento, 2010.

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JUNG, C.G.. Os Arquétipos e o Incosnciente Coletivo. Obras Completas de C. G. Jung – Volume IX/I. Petrópolis -RJ, 2 ed, Editora Vozes, 2002.

___________O homem e seus símbolos / Carl G. Jung...[et al]; 2ª ed. Especial, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2008.

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SILVEIRA, N.. Jung: vida e obra/Nise da Silveira. Editora Paz e Terra, 7ª ed.. Rio de Janeiro, 1981.

Polícia Militar do estado de São Paulo. Disponível em: Acesso em 12 de abril de 2014.

Regimento Interno do Sistema de Saúde Mental da Polícia Militar do Estado de São Paulo (RI-25-PM) de 15 de abril de 2002.

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ZACHARIAS, J.J.M.. Entendendo os Tipos Humanos – Tipologia de C.G. Jung. Editora Paulus. São Paulo, 1995.

ZACHARIAS, J.J.M.. Tipos Psicológicos Junguianos e Escolha Profissional: uma investigação com policiais militares da cidade de São Paulo. São Paulo: Vetor, 1995.

 

Marcelo Henrique Fronteira

Especialista em Psicologia Analítica pelo Instituto Ânima de Estudos Junguianos.

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