Sonhos Infantis

Psicologia Analítica na Infância

Sonhos Infantis

JUNG aborda a psicologia da infância comparando-a com a psicologia do primitivo, em virtude das similaridades dos conteúdos psicológicos entre estes dois grupos de indivíduo. Para ele, assim como as várias fases de desenvolvimento físico pelas quais o feto passa, refletem os estágios evolutivos da raça humana, quanto ao desenvolvimento animal, também a psique passa por um processo semelhante, no que diz respeito ao desenvolvimento psicológico.

No estágio infantil da consciência, a criança ainda depende inteiramente dos aspectos psíquicos dos pais, sendo totalmente influenciada pelos seus conteúdos conscientes e, principalmente, inconscientes. É como se ainda não tivesse nascido inteiramente, mas se achasse mergulhada na atmosfera dos pais.

Já Marta Chagas, analista junguiana escreve no artigo JUNG E A LITERALIZAÇÃO
DO ARQUÉTIPO DA CRIANÇA,
que não é só a psique dos pais, que influencia a criança, mas o mundo como um todo, incluindo o seu próprio desenvolvimento físico. Este também marca profundamente sua consciência incipiente, que começa a surgir e a se diferenciar do inconsciente.

Desta forma, devemos estar muito atentos quanto às informações que as crianças oferecem sobre si mesmas, aos adultos significativos, para que se possa intervir com presteza, a fim de se evitar um longo e doloroso processo de criação de neuroses.

Os primeiros sonhos infantis evidenciam normalmente a estrutura básica da psique, traçando em linhas gerais o destino do indivíduo. Como devem ser interpretados como símbolos, eles acabam revelando problemas na constituição psíquica infantil.

Sonhos com figuras grotescas ou monstruosas, inimigos implacáveis, perseguições e seres fantásticos, reveladas em sonhos podem indicar problemas psíquicos pressentidos pela criança no ambiente parental, que começam a serem internalizados e sentidos como sendo da própria criança.

Porém, é a intensidade da reação emocional a esses símbolos é que esboçará problemas de gravidade maior no futuro, constituindo-se em obstáculos à continuidade da própria vida.

Naturalmente, a criança dispõe de um mecanismo psíquico estabilizador instintivo, que é homeostático. Tudo na Natureza tende ao equilíbrio e a Psique, como é, também, Natureza, tem os seus mecanismos homeostáticos.

 Desta forma, observa-se que, quando o desenvolvimento natural da consciência é seriamente perturbado, a criança costuma produzir em seus sonhos e desenhos figuras circulares, quadrangulares ou nucleares. Essas imagens visam estabilizar a consciência, unificando os seus diversos fragmentos simbolizados por essas representações.

Estes símbolos são as representações da integração dos pares de opostos. Esta é a condição psíquica da criança: ela está em estado de integração. Quando ocorrem as perturbações de estado nirvânico, a psique buscará, compensatoriamente, voltar ao paraíso perdido.

Idalina A de Souza

Psicóloga Clínica – CRP: 6/65192

Analista Junguiana, membro da Associação Junguiana do Brasil – AJBI

Membro da International Association of Analytical Psychology – IAAP/Zurique

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